Eixos temáticos

 

Eixo 1

“A GEOGRAFIA TOMA PARTIDO:”

A questão agrária no Brasil e os conflitos decorrentes dos projetos de (des)envolvimento

 

Esse eixo busca fomentar um debate acerca de estudos da Geografia Agrária, e da questão agrária, lançando mão de temas como: campesinato, agricultura familiar, conflitos e confrontos pela/na terra, relações de produção no campo, (des)envolvimento rural, agroecologia, reforma agrária e outros.

 

Eixo 2:

“DEGRADAÇÃO E CONFLITOS SOCIOESPACIAIS:”

Dinâmicas e processos de (re)organização espacial nos municípios brasileiros

 

Este eixo está voltado para o estudo acerca da Geografia Urbana, do ordenamentos territorial e da apropriação de espaços físicos e simbólicos das cidades tais como: a (re)produção do espaço urbano, os agentes que compõe o espaço, segregação e desigualdade socioespacial, planejamento urbano, direito, função e estrutura das cidades, transportes, violência urbana, periferização, movimentos urbanos entre outros.

 

Eixo 3:

“SAÚDE NO CAMPO E NA CIDADE:”

Autonomia e Sustentabilidade social, o direito ao SUS e a Geografia

 

Este eixo busca trazer um debate sobre a conjuntura complexa que envolve o sistema único de saúde o SUS a Geografia e as relações de saúde pública – geografia da saúde, ou seja proporcionar um debate a cerda das políticas que cercam esse tema de extrema importância social, assim abordando alguns temas como: o direito a saúde pública no campo e na cidade, desarranjos e negligencia em geografia da saúde, sucateamento do sistema, conflitos e mazelas, assim como boas práticas, estudos e impactos da importância do SUS.

 

Eixo 4:

“PROBLEMAS URBANOS E RURAIS NO BRASIL:”

A gestão do uso e ocupação do solo

 

Eixo específico para o diálogo sobre os problemas urbanos e rurais e o conhecimento sobre os fluxos de fixação humana e empresarial no campo e na cidade, se fazendo necessário pela intensidade dessa realidade nas nossas áreas, muito em questão na realidade do país, bem como trazer uma análise ambiental sobre diversos olhares: dos impactos, da biogeografia e da gestão, da poluição e da corrupção que envolve tais empreendimentos.

 

Eixo 5:

“QUESTÕES DE GÊNERO, GERAÇÃO E SEXUALIDADE:”

Igualdade e respeito, a geografia das lutas e resistências

 

Este eixo busca entender a configuração do espaço geográfico no que tende as relações das questões de igualdade, respeito e sexualidade e apresentar as práticas metodológicas que permitem essa compreensão. Trazendo à tona mulheres e grupos que foram “apagados” da historiografia da geografia e das lutas sociais. Este eixo busca fazer uma análise que permitirá a exposição, diálogo acerca do empoderamento dos grupos aqui analisados tendo-se como pontos de análise trabalho, poder e construção de saberes considerando o gênero, a geração e a sexualidade. feminismos comunitários, indígenas e camponeses: mobilização social de gênero no campo e na cidade. mulheres e jovens nas políticas públicas para o meio geográfico.

 

Eixo 6:

"GEOTECNOLOGIAS":

Representações, escalas e tecnologia

 

A proposta desse eixo é para contribuir no entendimento da modelado terrestre, auxiliando não apenas na compreensão da paisagem e na visualização dos compartimentos do relevo, como também no processo de identificação de áreas de estocagem de sedimentos. Assim busca-se proporcionar também discussões sobre a relevância do monitoramento geoespacial e dos usos das geotecnologias para a preservação ambiental, trazendo a luz formas diversas de retratar as dinâmicas do meio rural e urbano. Diferentes sujeitos na produção dos mapas: cartografia social, cartografia estatal etc. construção de atlas, observatórios etc. que retratem os conflitos e as práticas sociais, além da aplicação educacional das geotecnologias.

 

Eixo 7:

“(GEO)MORFOLOGIAS:”

Erosões e desarranjos geoambientais

 

Neste eixo buscamos abrir espaço, as discussões da geografia física e os estudos da paisagem, dando foco as análises geomorfológicas e geoambientais destacando os impactos e ações da sociedade e da natureza sobre os ambientes, assim abre-se caminho para as apresentações de estudos de caso no meio urbano e rural. Assim esse eixo traz temas como: solos, degradação, impactos geoambientais, modificações da paisagem, erosão, degradação, políticas públicas, áreas costeiras, morros, encostas e impactos socioespacial.

 

Eixo 8:

“CULTURA E RELAÇÕES GEOCULTURAIS:”

Do divino ao profano, a geografia é também cultural

 

Este eixo busca trazer um debate sobre os manifestos culturais em todas as suas formas, tais como: religiões, crenças, artes, expressões, apegos e tradicionalidades para além disto entender a essência das relações entre o homem e a natureza, e tentar incorporar seu significado e conhecimentos do seu cotidiano aliado a análise da paisagem, da vivencia e dos apegos, desmistificando o divino e o profano na geografia, rançando as máscaras e traçando caminhos a existência e as resistências culturais no Brasil.

 

Eixo 9:

“DA PERIFERIA AO “CENTRO?”:”

Processos de subversão a cidade e população subversiva

 

Este eixo busca trazer um debate sobre os manifestos culturais, a luta por moradia, o direito a políticas públicas e o cumprimento do Art. 5º da constituição brasileira, que refere-se aos direitos e garantias fundamentais para todos e que não é cumprido para muitos, aqui recortados pela população periférica e marginal das cidades brasileiras, ressaltando não só os males mas também a vivencia e a resistência de quem desce o morro todos os dias para fazer o trabalho periférico da elite, este eixo busca trazer à tona temas como: o break, rap, graffiti, a moradia, o crime, as drogas e as resistência, assim como a educação e vivencia deste povo que move a sociedade de baixo para cima.

 

Eixo 10:

“SOCORRO! QUE PAÍS É ESSE:”

Geopolítica e geografia política, as relações no hoje

 

Este eixo busca trazer um debate sobre a geopolítica e a geografia política no momento atual de governo, destacando a tomada de poder da direita no Brasil após o golpe de 2016 e as eleições de 2018, assim como a contaminação desta elite burguesa no poder dos países da América Latina, atentando-se para os aumentos de concentração de desempregados e a crise econômica, sem perder de vista a fragmentação das conquistas sociais como a Reforma da Previdência, a Reforma Tributária, o sucateamento da educação, da ciência e dos programas sociais, além disso este eixo traz temas como: impérios agroalimentares, soberania, centralidade, geopolítica dos estados, construção internacional e estudos de caso.

 

Eixo 11:

“GEOGRAFIA DOS MOVIMENTOS E DAS LUTAS:”

Movimentos sociais no campo/cidade e na educação

 

Este eixo é constituído para fomentar um debate sobre os movimentos sociais do campo e da cidade e principalmente os da educação e a educação, sejam da básica a pós- graduação, um eixo para expor a luta, experiência, vivência e a existência desses agentes pesquisadores/as, estudantes e professores da ciência geográfica e da educação e de outras áreas das ciências humanas e sociais que dedicam as suas vidas à investigação de vários subtemas no interior de sua temática mais ampla, e tendo o cenário presente como um risco a todo essa Atenas construída para/pela educação tem se mobilizado e constituído a resistência pelo ensino e pela ciência, fortalecendo mais um vez os movimentos estudantes e as organizações sociais do campo e das cidades.

Assim esse eixo traz temas como: desafios teóricos e metodológicos na análise dos movimentos sociais; movimentos sociais e ações coletivas, especialmente considerando o lugar dos/as sujeitos/as e dos processos e ações, estudos e investigações que se voltam à compreensão do diversificado Brasil, mediante a análise das lutas sociais, levadas e feitas por ações coletivas, movimentos populares e sociais, organizações de setores, segmentos sociais e geracionais distintos, e suas relações sociopolíticas com diferentes esferas, instituições e dimensões da educação escolar e não escolar.

 

Eixo 12:

“MARANHÃO DE FASES E DE FACES:”

Oligarquias, políticas e a fome que não acabou

 

Neste eixo dedicamos um espaço ao debate das ações, organizações e reconfigurações políticas, sociais e culturais do estado do Maranhão, tendo como ponto de partida a discussão das oligarquias locais e seus impactos no cenário nacional, este eixo também traz pontos como: políticas e políticos locais no Maranhão e no Brasil, arranjos e impactos sobre povos e comunidades tradicionais, experiências de mudanças e falência em estruturas de gestão pública, assim como abrimos um espaço a debatermos a fome no nordeste e as ações de injuria e difamação ao povo desta região, com destaque as mazelas geradas e geridas pelo poder público.

XXV ENEG

Encontro Nacional de Estudantes de Geografia